Domingo, 5 de Julho de 2009

Elitismos?

É claro que não. Esta é a minha visão, baseada na minha própria experiência.
refere-se o despachozito - mais um - que infere que há escolas que discriminam alunos.
Na minha escola, ao fazer-se aquelas análises de início de ano sobre as turmas, verifica-se que cerca de 90% dos pais não vai além do 6.º ano. Quando um dos directores de turma de uma das minhas filhas, na 1.ª reunião do ano connosco - os encarregados de educação - fez uma leitura dessa análise, fiquei a saber que 80% dos pais dessa turma era licenciado . Até sorri ao perceber a diferença. Duas realidades próximas, a cerca de 15 km, e TÃO distintas. Será que escolhem alunos? É claro que não, pois conheço bem muitos colegas que por lá estão. Uma é central, na cidade, outra numa vila, meio ainda eminentemente rural.

Nada de novo...

Através do José Luis Sarmento, cheguei a este link que nada diz de novo. Apenas confirma aquilo em que acredito e que mantenho diligentemente aqui no blog no lado direito: in the history of education, no educational model has ever been documented to achieve such positive results with such consistency across so many variable sites as Direct Instruction.
Diz-nos a notícia It should be said that Mr. Willingham, a psychology professor at the University of Virginia, is not in favor of merely making learning "fun" or "creative." He advocates teaching old-fashioned content as the best path to improving a student's reading comprehension and critical thinking. Such a view makes Mr. Willingham something of an iconoclast, since 21st-century educational theory is ruled by concepts like "multiple intelligences" and "learning styles."
É o grande problema que as Ciências da Educação trouxeram para a escola: a visão romântica de que aprender deve ser 'divertido'. De 'diversão' em 'diversão' chegamos à indisciplina crónica e à inevitável incapacidade de concentração necessária para chegar ao thinking abstractly, cansativo e maçador. Depois concluimos que miúdos perfeitamente normais são hiperactivos e habituamo-nos ao 'cada vez aprendem menos' como se fosse normal e cada vez 'exigimos' menos.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Não há dúvida nenhuma disto:

http://aventar.eu/2009/07/02/a-gestao-das-escolas-e-uma-vergonha/

http://aventar.eu/2009/07/02/ainda-a-avaliacao-de-professores/

Domingo, 21 de Junho de 2009

Critérios de avaliação no exame de Português de 12.º

Pausa na correcção, apenas para uma reflexãozita...
Desde as duas da tarde (são agora duas da manhã) que estou 'agarrada' aos exames.
Duas incongruências:

  1. No Grupo III, um aluno que não chegue às 200 palavras requeridas tem uma penalização de 5 pontos. O mínimo a dar, desde que aborde, mesmo lateralmente, o tema, é 6 em 30 pontos. À parte da correcção linguística estão atribuídos 20 pontos de onde se vão descontando os erros que, consoante o tipo, descontam entre 1 ponto ou 2. Acontece que um aluno que escreva 100 palavras, por exemplo, e por sorte não dê nenhum erro, tem 6 pontos pelo conteúdo e 20 pela forma. Mais um ponto do que a metade do valor da questão - 50 pontos. Desconta-se-lhe os 5 pontitos e voilá! 21 pontos sem dizer quase nada. É obra!
  2. Na questão 8 do Grupo II, a quem responda acertadamente a 40% atribui-se 60% da cotação. A quem responda bem a 80% atribui-se-lhe 100%. Ok. (Até dá jeito porque a minha pequena enganou-se numa, mas é como se tivesse tudo certo. ) É apenas para simplificar a tarefa do professor, para quem cotar com 3 pontos cada uma das 5 alíneas e, depois, ainda ter de somar isto tudo é manifestamente difícil. Pois é. Não sei se conseguiria... Página C/11 dos critérios.

SIMPLEX.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Suavidade

Pausa relaxante, ao ritmo dos segundos, antes de receber exames...

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Mesmo da OCDE... A sério!

Conclusões em português:



http://www.oecd.org/dataoecd/18/39/43021685.pdf



Excerto:


Foi demonstrado que o ambiente da sala de aula não só afecta os resultados e a realização dos alunos, como é também uma questão de política proeminente nalguns países e regiões. As acções dos alunos na sala de aula e a criação de um ambiente de aprendizagem seguro e produtivo são importantes para muitas escolas e podem constituir uma dimensão difícil do trabalho dos professores. Por exemplo, o TALIS descobriu que, na maioria dos países, um em cada quatro professores perde pelo menos 30% do tempo de aula com estes dois factores e alguns professores perdem mais de metade (Figura 4.102). Para além disto, nos vários países, 60% dos professores encontram-se em escolas cujos directores/presidentes comunicam que os distúrbios na sala de aula prejudicam a aprendizagem (Tabela 2.8a). Em todos os países, isto constitui um problema numa proporção de escolas relativamente elevada e coloca um desafio significativo para uma aprendizagem eficaz.





Tabelas e figuras


Profundamente constrangedor

na DREN

Milhões ao desbarato

http://educacaosa.blogspot.com/2009/06/nacionalizacao-do-bpn-dava-para.html

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Ainda bem!

Ainda bem que não há inflexão e que a franca e espontânea estupidez destes senhores trabalhadores no M.E. continua.
A última coisa que quereria ver era uma qualquer marcha-atrás que poderia levar muitos a reconsiderar o seu 'votozinho'.
É tal o disparate, que me parece haver aí estratégia para afrontar os sindicatos. Não é possível que seja só estupidez. A máquina de propaganda do ps enlouqueceu. Ou eu é que não chego 'lá'...

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

A Chuva lava a alma

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Mudanças de cor


Sondagens

A sondagem mais certeira. A da TVI. É verdade.


SIC

RTP


A piada maior foi a da SIC... a contínua apresentação da suposta sondagem sobre as legislativas. Anedótico e triste.
E o que pensar das últimas sondagens?

análise do blogue do Paulo Guinote apoiada nos dados do 'Margens de erro' que apresenta o 'rescaldo'.

No 'Portugal Profundo', uma análise destes 'erros'.

Acredito que sim

http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/06/07/derrota-tcnica/

Domingo, 7 de Junho de 2009

He he he

http://causa-nossa.blogspot.com/2009/05/diario-de-candidatura_31.html

E cá estão os 'votozinhos'


A TVI parece ter a sondagem correcta


Aleluia!

Aleluia!
Com os 'votozinhos' dos profes, fez-se luz...

Voto útil

Estou convencida de que o meu partido (o dos abstencionistas) vai descer. Há cerca de 20 anos que não votava. A minha mãe, com 83 anos, do ps desde sempre e que também não tem votado, foi votar - não votou ps.

A minha filha mais velha votou pela primeira vez. Não votou ps.

O meu ex-marido que nas últimas eleições votou ps, não o fez agora.

Uma amiga chegada votou útil num partido em que normalmente não votaria - não votou ps.


Logo no início desta legislatura, Pinto de Sousa disse que nós, povo português, nos manifestávamos pouco. Na altura, escrevi um email que lhe enviei, dizendo-lhe que nos manifestaríamos nas urnas. Recebi uma daquelas respostas automáticas.


Espero que logo ele possa perceber a minha manifestação.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Os líricos da educação

Ana Maria Bettencourt diz: Um aluno que chumba várias vezes é porque não foi apoiado e vai acabar por desistir, o que é mau para ele e para o país. O que defendo é que os professores compreendam as dificuldades, insistam e trabalhem muito. Isto é muito importante, para poder resolver, porque senão os professores dão sempre mais do mesmo. Um dos aspectos que me impressionaram na escola finlandesa foi os alunos trabalharem imenso. Existem alunos com dificuldades, são apoiados e vão fazer a sua escolaridade. Eu defendo isto e não que os alunos passem sem saber. O que proponho não é facilitismo, mas mais trabalho para os professores e para os alunos.
De que adianta o professor 'insistir e trabalhar muito' se o aluno (que não é finlandês nem tem pais finlandeses) não 'trabalhar imenso'? Se o aluno a acrescer às horas curriculares perde horas em áreas curriculares não disciplinares que de nada servem a não ser para encher chouriços? Se os professores para além do trabalho com os SEUS alunos (a única coisa importante) tem de se perder a inventar actividades extra-curriculares, a elaborar 'Planos de Recuperação' no papel a que nem pais nem alunos ligam nenhuma, a passar horas na escola à espera que um colega falte para entrar numa substituição, a.... e a....
A sério. Não me chateiem com tretas. Tou farta de conversa da treta.

Os 'Vs' do ps: lemos e moreira

Há claramente um problema com a assiduidade neste novo ps de adesivos que tanto vêm do PCP como do CDS.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=137484

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Campanha

EU NÃO VOTO ps

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

A coerência ainda existe...

http://educar.wordpress.com/2009/06/02/coerencias-3/

Sábado, 30 de Maio de 2009

Adeus

No Sinistra Ministra um texto do Rui Correia

Tenho percebido um pouco por todo o lado que os professores andam soturnos porque sussurram que a manifestação de dia 30 não vai ter por lá cento e tal mil pessoas; e que era muito importante que lá estivessem cento e tal mil pessoas porque aquilo que os juntou uma, duas vezes, é o mesmo que agora ainda todos pensam. Dizem que já muitos entregaram objectivos, elegeram cgts, recrutaram directores e agora têm vergonha de gritar num lado uma coisa que na prática não cumpriram noutro e que, por essas e por outras, ficou a unidade amputada, a classe dividida, e não vai ser possível juntar outra vez cento e tal mil pessoas.
Desculpem-me os activistas e os amedrontados pela sua própria consciência mas acho este raciocínio completamente pacóvio.
Antes de mais nada, sempre que ouço falar deste embaraço antecipado que sentem por esta manifestação não ir reunir tanta gente como deveria, creio que alguém se está a esquecer do que realmente significa juntar em Portugal cem mil pessoas de uma mesma classe profissional. Parecemos um daqueles soldados napoleónicos que, depois de ter encontrado a pedra de Rosetta, anos depois do achado ainda não tinha a noção do que fizera por uma civilização inteira. Aqui, como se percebe, deixo que entre em cena a minha costela de historiador. Creio ser indispensável recordar que nunca mais nada do género se fará em Portugal tão cedo e que os professores fizeram história, quer isso se reconheça, quer não. E que isso, ninguém nos tira.
Ou seja, essa vitória, que ninguém esperaria lograr, foi conseguida. E dessa vitória resultaram importantes conquistas. A senhora ministra, em pleno Parlamento, mostrou-se disponível para deixar cair o seu próprio modelo, “mas não este ano”. A senhora ministra recuou nas mais aberrantes propostas que o modelo de avaliação inicialmente exigia que fossem cumpridas. E foi obrigada a fazê-lo por duas vezes. E isto não aconteceu por causa de outra coisa que não fosse a nossa justa campanha.
Em todos os partidos da oposição, em todas as crónicas dos opinion-makers, é voz corrente que esta equipa ministerial é duma incompetência arrogante e desorganizada que não tem paralelo. Esta convicção unânime não nasceu do nada; estes incapazes ficarão para a história por causa da maior incúria legislativa e desorientação educativa desde que há democracia em Portugal. De nada poderão orgulhar-se. Já viram? Nada. Nem uma coisinha pequenina. Por seu turno, os professores já pertencem à melhor história recente deste país, como aqueles que produziram a maior manifestação profissional de sempre. E isto, meus amigos, digo-o com a serenidade de quem passou grande parte da sua vida a pensar como devem as coisas ficar escritas em livros de História.
A honorabilidade dos professores, da sua união, foi tão impressionante e tão eloquente que nada, por muito irrisória que fosse a manifestação de dia 30, nada pode minimizar o que mais importa: os professores ficam na história pelas melhores razões e este governo perde a sua desejada maioria por causa dos professores. Repito-o, isto só acontece por causa do que já fizemos. A culpa é toda nossa. Dizer-se que estamos soturnos com os nossos insucessos é, por isso mesmo, historicamente, uma miopia grosseira.
Se até aqui nos erguemos contra um modelo de gestão e de avaliação estúpidos, agora juntamo-nos para lembrar a todo o país, aos nossos alunos, que sempre que nos unamos com aquela dignidade cívica que demonstrámos antes, o veredicto da história ser-nos-á devidamente lisonjeador.
Diverte-me muitíssimo que nos reunamos para dizer adeus a este ministério. Porque é o que irá acontecer. Aqui há uns tempos sugeri um modelo de manifestação mais festivo, com canções e alegria. Era por isto. Por saber que há hoje, mais do que antes havia, muitas razões para esse júbilo.
Voltarmos a Lisboa exige, portanto, uma outra atitude: é uma celebração antecipada. Por mim, vou a Lisboa deitar foguetes antes da festa. E irei levando comigo essa minha saloia satisfação, porque sei que esta, ao contrário de todas as outras, representa o selo histórico que há muito todos os professores desejam carimbar: o adeus a esta equipa ministerial.Cada campanha tem sempre muitos desfechos. A história está cheia disso. Nunca ninguém ganha tudo. Acho que há quem julgue que devia ser assim com os professores. Isso é parvo. Ganhamos umas. Perdemos outras. É por isso que a campanha continua. Mas uma delas, uma das mais ambicionadas, é nossa e diz-se assim:“Adeus”
No próximo dia 30 erguemo-nos de novo para dizermos a todos os portugueses e à história que os professores podem parecer David, mas Golias vai cair. Vejam bem, até a Bíblia foi escrita só para falar de coisas destas. Por isso vos digo: com OIs entregues ou não, com directores ou com caps (e, aqui em Sto Onofre, não podemos gastar os confettis todos porque um dia destes comemoraremos também o CAPs LOCK), com fichas de avaliação ou não, só se fossemos uns bimbos é que não nos juntávamos para celebrar a coisa devidamente.

Coerência

Disto há cada vez menos...
http://tempodeteia.blogspot.com/2009/05/das-razoes-e-da-consciencia-tranquila.html

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Como tudo é tão subjectivo!

Mário Crespo, no DN
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
António Marinho Pinto está para o PS de Sócrates como o estão Vitalino Canas, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira. É um indefectível. Tal como Sócrates, Marinho Pinto vê em tudo o que o prejudica uma urdidura de travestis do trabalho informativo. Tal como Sócrates, o Bastonário dos Advogados vê insultos nos factos com que é confrontado. E reage em disparatado ultraje e descontrolo, indigno de quem tem funções públicas. Marinho Pinto na TVI foi tão sectário como Vitalino Canas ou Santos Silva e conseguiu o prodígio de ser mais grosseiro numa entrevista do que Sócrates foi na RTP e Pedro Silva Pereira na SIC. É obra.
(...)
ERC
http://www.erc.pt/index.php?op=vernoticia&nome=noticias_tl&id=259
(...)
Assim, o Conselho Regulador da ERC decidiu “instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalísticas, aqui se incluindo, nomeadamente, o dever de demarcar “claramente os factos da opinião” (artigo 14.º, n.º 1, alínea a) do Estatuto do Jornalista)”.
O Conselho Regulador não deixa de “reafirmar, sem prejuízo do antes exposto, o papel desempenhado pelos órgãos de informação nas sociedades democráticas e abertas como instâncias de escrutínio dos vários poderes, designadamente políticos, sociais e económicos”.

Eduardo Cintra Torres
http://www.tinyurl.com/6lw8la

sábado, 19 de Abril de 2008
Lusa governamentalizada à força
O conselho de redacção (CR) da Lusa revela que a direcção de informação (DI) da agência serviu directamente os interesses noticiosos do gabinete do primeiro-ministro quando o PÚBLICO noticiou os projectos assinados por José Sócrates no distrito da Guarda. Na altura, a Lusa divulgou um único parecer jurídico, que foi “trazido em mão à Lusa por um assessor do primeiro-ministro e entregue ao director de informação”, Luís Miguel Viana. Não foram noticiados comentários de outros juristas sobre esta matéria. Além disso, Viana “acrescentou numa notícia uma citação de um blogue favorável ao primeiro-ministro” (Causa Nossa, de Vital Moreira), ignorando a “multiplicidade de posições divergentes” sobre o assunto na blogosfera. Mais nenhum blogue foi citado. Os dois casos, segundo um comunicado conjunto da última reunião do CR com Viana, contrariam a “obrigação de isenção, objectividade e independência da Lusa”. Recorde-se que Viana foi escolhido para a direcção da Lusa pelo gabinete do primeiro-ministro. Como qualquer político, Viana inclui no comunicado justificações para todas as acusações do CR.
(...)

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Eu subscrevo



1) Este governo desfigurou a escola pública. O modelo de avaliação docente que tentou implementar é uma fraude que só prejudica alunos, pais e professores. Partir a carreira docente em duas, de uma forma arbitrária e injusta, só teve uma motivação economicista, e promove o individualismo em vez do trabalho em equipa. A imposição dos directores burocratiza o ensino e diminui a democracia. Em nome da pacificação das escolas e de um ensino de qualidade, é urgente revogar estas medidas.
2) Os professores e as professoras já mostraram que recusam estas políticas. 8 de Março, 8 de Novembro, 15 de Novembro, duas greves massivas, são momentos que não se esquecem e que despertaram o país. Os professores e as professoras deixaram bem claro que não se deixam intimidar e que não sacrificam a qualidade da escola pública.
3) Num momento de eleições, em que se debatem as escolhas para o país e para a Europa, em que todos devem assumir os seus compromissos, os professores têm uma palavra a dizer. O governo quis cantar vitória mas é a educação que está a perder. Os professores e as professoras não aceitam a arrogância e não desistem desta luta: sair à rua em força é arriscar um futuro diferente. Saír à rua, todos juntos outra vez, é o que teme o governo e é do que a escola pública precisa. Por isso, encontramo-nos no próximo sábado.
Subscrevem:
Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Educação SA (Reitor), O Estado da Educação (Mário Carneiro), Professores Lusos (Ricardo M.), Outròólhar (Miguel Pinto), O Cartel (Brit.com, Advogado do Diabo)
Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), PROmova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)


Adenda: Tirei a primeira frase, «Encontramo-nos sábado» porque não poderei ir. Infelizmente.

No Reino da Manipulação

Ler aqui:
http://semrede.blogs.sapo.pt/25562.html

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Será para um cunhado, sobrinho, primo...?

A NÃO PERDER a leitura de mais este 'projecto' (ajuste directo, claro): http://fliscorno.blogspot.com/2009/05/porque-falham-os-projectos-de-software.html

Mais surpreendente do que o valor do projecto de desenvolvimento são os 15 milhões de euros para gastar durante quatro anos em manutenção operacional do projecto. São mais de 10 mil euros por dia durante quatro anos (365 dias por ano). Que produção tão astronómica vai ser então produzida diariamente? Não se sabe.

É lamentável, sim senhora!

Novamente a polémica de Espinho

Quando um professor é «louco» ou «desequilibrado» ou «doente» ou só mesmo «mau» não há aluno que o defenda.


Também sei manipular. Neste segundo parágrafo omiti o início da frase que diz «Um grupo, pequeno,»

O erro desta professora, reprovável mas humano, foi o de se deixar levar pela raiva e dizer o que esta lhe ditou. Contenção. Respirar fundo. Também se aprende.
Eu dei-me ao trabalho de ouvir aquela aula toda, porque me enjoou o que ouvi nos excertos da sic. Pensei, como seria de esperar, que aquela prof era daquelas desequilibradas que não PODIAM estar no ensino, que traumatizavam crianças, que as marcavam pela negativa para sempre. Não é esse o caso. Responde violamentamente a uma «agressão» prévia, deliberada e, pelos vistos, falsa. A marcar, se marcar, é aos alunos que mentiram. E aí, sim, até será bom que fiquem marcados e percebam que a mentira tem consequências. Não usou de bons argumentos, é verdade. Ameaçar com notas dos testes é ridículo. Arrogar-se de um «título», também. Mas não há ali maldade - há fel não controlado.

Perdoem-me o sorriso...

Centenas de alunos insultaram o primeiro-ministro na escola António Arroio, em Lisboa. Os estudantes acusaram o Governo de "Fascismo". De acordo com a SIC, o protesto aconteceu perto das 13h00.

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=37FB536B-F917-4324-B715-5767A3CFE39D

...mas não sou perfeita.


Por muito que queira ser objectiva, como conviria, e olhar para este tipo de coisas como devia - como uma cidadã que deve respeitar os outros - não consigo.
Fartei-me de ser insultada e pagar pelos poucos que não deviam ser professores (alguns deles são agora os 'titulares') como se não fizesse nada, tivesse «três meses de férias» e fosse a culpada do «estado do ensino».
Perdoem-me.

Excessos e Manipulação

É sempre bom contextualizar tudo. Neste link do DN pode-se ouvir toda a polémica aula:
O que se ouve é uma professora que se excede em dois momentos distintos, devido provavelmente à raiva (também detesto mentiras) provocada por insinuações que partem de 2 alunos e são depois corroboradas pela encarregada de educação de um deles, numa reunião cujo assunto era uma visita de estudo. Os excessos consistem apenas naqueles momentos que são apresentados manipulativamente no excerto da SIC. Ao ouvir-se tudo, percebe-se que não estamos diante de nenhuma terrorista. Nota-se que é voluntariosa, nota-se que é uma «mulher do norte», (tem de corrigir aquele 'percebestes') sem papas na língua e com alguma rudeza. Ser erradicada do ensino, como já li por aí? Que disparate. Parece-me que os alunos ficariam mais a perder do que a ganhar... Mas eu sou suspeita - gosto mais dos francos que vomitam o fel do que dos polidos que o mastigam e nunca chegam nem a engolir nem a cuspir.
O ideal era sermos todos «seres superiores» com um «saber de experiências feito», mas, por um lado, ninguém nasce ensinado e, por outro, «burro velho» não aprende. Todos temos defeitos.
Há excessos, sem dúvida.
Há manipulação, sem dúvida.
E, mais grave, há suspensão indevida.
Em 20 anos de ensino, tive problemas com dois alunos. Nunca me excedi nestes termos, mas apenas porque não calhou.
Quando esta professora se refere ao «você» como tratamento da mãe, recordo que o meu primeiro problema com um aluno, (9.º ano, 19 anos, expulso de uma escola próxima) foi exactamente porque, de mãos na cintura, se virou para mim de olhar sobranceiro e perguntou: «Que é que você quer?»...

Um belo sumário


A Directora Regional de Educação do Norte que não sabe escrever português, que utiliza ad-hoc os sinais de pontuação, que tem da vírgula a ideia de ornamento para separar o sujeito do predicado e para quem as regras da concordância são uma nebulosa distante e desconhecida...
A professora de história que, hard-core, ensina sexo às alunas de 12 e 13 anos...
Os Deputados para quem o sexo não é suficiente, nem talvez necessário, para distinguir os homens das mulheres...
Os Deputados que pomposamente legislam sobre segurança no trabalho, mas se esquecem das sanções em caso de não cumprimento. E que, para remediar a lei, utilizaram habilidades e expedientes tão grosseiros que levaram à sua rejeição pelos Tribunais e estão a configurar uma verdadeira amnistia...
Os Deputados que fizeram tábua rasa da sua própria argumentação unânime que reduzia drasticamente o recebimento de dinheiro vivo e, de uma penada, instituíram a entrada de milhões nos cofres partidários. E que, depois de aprovada a lei em Plenário, a vieram a alterar em sede de Comissão Parlamentar, chamando às alterações aperfeiçoamentos. E a votar que as alterações eram aperfeiçoamentos...
O Instituto de Emprego para quem o abate de desempregados, quando saem as estatísticas, é mera rotina...
Crise económica? Muito resiste a economia!...

Domingo, 17 de Maio de 2009

ÉTICA/ESTÉTICA

A POLÍTICA DA ÉTICA EM VEZ DA POLÍTICA DA ESTÉTICA de Cunha Ribeiro no blogue do Paulo Guinote


Cada vez mais me convenço que os partidos políticos são um espelho infalível da cultura de roubalheira que nos envolve e abafa.
Nem o Partido Comunista, nem o Bloco de Esquerda se mantiveram imunes ao fascínio e poder do dinheiro, votando uma lei ( do financiamento dos partidos) que abriu um largo portão, por onde resmas de notas podem entrar às carradas.
Razão pela qual, nunca votei, nem voto, em função de um partido político, qualquer que ele seja. Para mim, ou um partido é “inteiro e direito”, e leva, em consequência , o meu voto; ou é mesmo “partido”, no sentido mais literal da palavra, e, então, não o levará de certeza.
E o que são, para mim, um “partido inteiro” e um “partido partido”?
Um “partido inteiro” é aquele que constrói a sua casa política com as traves-mestras da moral e da ética. Fazendo destes princípios uma matriz permanente. Sejam quais forem as pessoas que a ele adiram, estas devem respeitar, na íntegra, um código de conduta inquebrantável. E o primeiro a desrespeitar esses princípios, deve estar sob a alçada de uma sanção eficaz, e arrepiar caminho; não mudando de conduta, a expulsão do partido torna-se, então, inevitável.
Um “partido partido”, pelo contrário, é aquele que não enquadra a conduta dos seus filiados, em qualquer princípio ético ou baliza moral; ou, então, se adoptou tais princípios, não os aplica aos seus correligionários.
E o que deverá ditar a moral e a ética aos partidos políticos, em época de eleições?
Uma das principais regras de conduta deve ser o rigoroso compromisso de honra dos candidatos em cumprir, depois, tudo que prometeram, antes.
E o que é que se tem visto?
Pomposas promessas, seguidas de pequenas acções e injustificadas mentiras. Mundos e fundos que se traduzem, quase sempre, em coisitas de pouca monta; grãozinhos de areia lançados aos olhos do povo, para este cegar e acreditar. “migalhas de pão” mal distribuídas, para comer e calar.
E toda esta vilanagem política está nos antípodas da moralidade e da ética; É o oposto do que deve ser um partido com candidatos sérios e responsáveis; que se preocupam em prometer tanto como o que vão fazer; que não dão emprego ao António por ser filho do João, ou sobrinho do Manuel, mas porque tem habilitações e revela competência; que não fazem obras faraónicas, só pela pura vaidade de dizerem que são suas; que não discriminam ninguém, num concurso qualquer, apenas por ser doutro partido.
É por tudo isto que é preciso exigir dos candidatos políticos, o seu “compromisso mínimo de execução”, ou seja, um conjunto exequível de medidas, para cada um dos ministérios. E, ainda, mais: antes das eleições, os eleitores deviam conhecer já, os futuros ministros, que os poderão governar.
No mundo de hoje, por alguma razão, todo o contrato é clausulado por escrito e devidamente assinado.
O mesmo se deve exigir aos candidatos políticos. Que assinem compromissos de honra. E se deixem de garridos placards com palavras vãs escritas a cores. Ou outdoors mentirosos a exibir rostos velhos sem rugas.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Ainda se queixa da Manuela...

Se houvesse cá assim...



Despacho n.º 9810/2009
Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director -geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivoorganismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 -- É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 -- O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de2008.
12 de Fevereiro de 2009. -- O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos.
Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.
Vejam-se aqui as inúmeras reuniões deste organismo.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Santana Castilho

Nos «artigos» da IC:
http://artigossoltos.blogspot.com/2009/05/ministerio-da-certificacao-e-das-novas.html

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Nuno Crato

Admiro muito a Ana Drago pela capacidade que tem demonstrado de se informar com o que se passa na educação, raro entre os políticos até há pouco tempo.
Mas este senhor lê-me os pensamentos em matéria de educação: exames, programas, «ciências da educação»...



Declarações de Rectificação

Ouvir na TSF